Depois de anos na liderança, Balneário Camboriú perdeu em maio o posto de metro quadrado residencial mais caro do Brasil. Quem passou foi a vizinha Itapema, por R$ 11 de diferença. Mas a disputa no topo do ranking está longe de terminar, e os números de setembro já mostram um quadro diferente.
A virada de maio
Pelo Índice FipeZAP de maio de 2026, divulgado no começo de junho, Itapema chegou a R$ 15.226 por metro quadrado, contra R$ 15.215 de Balneário Camboriú. Em doze meses, os preços em Itapema subiram 6,35%, mais que o dobro dos 2,94% da vizinha.
A explicação está na oferta. Segundo levantamento da Brain citado pela NSC, entre 2020 e 2025 Itapema teve 593 empreendimentos verticais lançados, contra 170 em Balneário Camboriú. Foram 42.535 unidades contra 7.275, e R$ 53,6 bilhões em valor geral de vendas contra R$ 32 bilhões. Balneário é um mercado maduro e líquido, mas com cada vez menos terreno disponível. Itapema absorveu a demanda que a vizinha não conseguia mais atender, com a expansão da Meia Praia, novos projetos na orla e acesso fácil pela BR-101.
Como está o ranking hoje
Quatro meses depois, o quadro mudou de novo. No FipeZAP de setembro, Vitória, no Espírito Santo, assumiu a liderança, e Balneário Camboriú voltou a ficar à frente de Itapema, também por uma diferença pequena.
| Cidade | R$/m² (set/2026) |
|---|---|
| 1. Vitória (ES) | R$ 15.905 |
| 2. Balneário Camboriú (SC) | R$ 15.369 |
| 3. Itapema (SC) | R$ 15.340 |
| 4. Florianópolis (SC) | R$ 13.607 |
| 5. Itajaí (SC) | R$ 13.453 |
| 6. Barueri (SP) | R$ 12.254 |
| 7. São Paulo (SP) | R$ 12.206 |
| Média nacional | R$ 10.015 |
Santa Catarina tem quatro das cinco cidades mais caras do país. E Itajaí aparece em quinto lugar, com R$ 13.453 por metro quadrado, à frente de São Paulo e Curitiba. Mais do que quem está em primeiro, o que os números mostram é uma região inteira com preço consolidado acima da média nacional, de cerca de R$ 10 mil.
O que o ranking não mostra
O FipeZAP mede o preço pedido em anúncios, e não o valor das vendas efetivamente fechadas. Também mistura bairros e padrões muito diferentes dentro de cada cidade. Por isso, a posição no ranking serve como termômetro, mas não substitui a análise do imóvel específico. Liquidez, renda de aluguel, custo de condomínio e as regras do prédio pesam tanto quanto o preço do metro quadrado.
O que isso significa na prática
- Para quem tem terreno. A escassez de áreas em Balneário Camboriú e a disputa por terrenos bem localizados em Itapema e Itajaí aumentam o poder de negociação de quem tem área para permutar. Na permuta, o que garante o resultado é o contrato, com unidades definidas, prazos, garantias e o que acontece se a obra atrasar.
- Para quem compra na planta. Com tantos lançamentos ao mesmo tempo, a escolha da incorporadora pesa muito. Registro da incorporação, patrimônio de afetação e histórico de entregas são conferências obrigatórias.
- Para quem compra para alugar. Boa parte da demanda no litoral vem da locação de curta duração. Depois da decisão do STJ que exige aprovação de dois terços dos condôminos, a convenção do prédio passou a ser parte da conta, como expliquei no artigo sobre Airbnb em condomínio.
Sobre Itajaí, detalhei os números e os motivos da valorização no artigo Por que Itajaí continua se valorizando, enquanto Balneário Camboriú desacelera?
Fazemos a análise do imóvel, da incorporadora e o contrato de permuta ou de compra, para o negócio sair seguro.
Para fechar
Itapema, Balneário Camboriú e Vitória devem continuar se revezando no topo, porque a diferença entre elas é pequena. Para quem investe na região, o recado é outro. O litoral norte de Santa Catarina virou um dos mercados mais caros do país, e nesse patamar de preço um erro de documentação ou de contrato custa caro.
Perguntas frequentes
Qual é a cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil?
No FipeZAP de setembro de 2026, Vitória (ES) lidera com R$ 15.905, seguida de Balneário Camboriú (R$ 15.369) e Itapema (R$ 15.340). Em maio, Itapema chegou a passar Balneário Camboriú.
Quanto custa o metro quadrado em Itajaí?
Pelo FipeZAP de setembro de 2026, R$ 13.453, o quinto mais caro do país, à frente de São Paulo. Bairros como Fazenda e Praia Brava ficam bem acima da média da cidade.
O ranking FipeZAP mostra o preço de venda real?
Não. O índice mede o preço pedido em anúncios e mistura bairros e padrões diferentes. Serve como termômetro, mas não substitui a análise do imóvel específico.
Conteúdo de caráter informativo, elaborado a partir das fontes indicadas. Não substitui a análise do caso concreto.
- Papo Imobiliário, Itapema supera Balneário Camboriú e passa a ter o metro quadrado mais caro do Brasil (08/06/2026)
- NSC Total, Por que Itapema passou Balneário Camboriú no ranking do metro quadrado mais caro do Brasil (jun/2026)
- NSC Total, Metro quadrado de Balneário Camboriú volta a subir e supera Itapema (out/2026)
- Forbes Brasil, Metro quadrado em Vitória sobe 1,63% em setembro e chega a quase R$ 16 mil, mostra FipeZAP (out/2026)
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